A educação brasileira está vivendo uma transformação profunda com a chegada das edtechs e tecnologias como a IA generativa. No dia de hoje, participei como moderador do painel “Escola Pós-Conectada: o uso da tecnologia pelos alunos – IA generativa, novas práticas e o papel do professor na era digital”, realizado no auditório da TELEBRAS durante o evento Edtechs do Tele.Síntese. Foi uma honra compartilhar o palco com debatedores de peso, em um debate que reuniu visões complementares sobre o impacto da educação digital no Brasil.
O evento, promovido pelo Tele.Síntese, destacou como a conectividade e as ferramentas digitais estão redefinindo o aprendizado. Com a presença de autoridades e especialistas, o painel explorou desafios e oportunidades da escola pós-conectada, onde alunos utilizam IA generativa para pesquisas, criação de conteúdo e personalização do estudo. Discutimos o equilíbrio entre inovação e o papel essencial do professor, que evolui de transmissor de conhecimento para facilitador de experiências imersivas.
Entre as figuras públicas que enriqueceram o debate, destaque para Cristieni Castilhos, CEO da MegaEdu, que trouxe cases práticos de plataformas edtechs integrando IA para engajar alunos em tempo real. Sua visão sobre gamificação e aprendizado adaptativo mostrou como as edtechs podem reduzir evasão escolar em até 30%, segundo dados recentes do mercado.
Graziela Castello, Coordenadora de Estudos Setoriais e Métodos Qualitativos do CETIC.br e NIC.br, apresentou dados robustos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Ela enfatizou pesquisas que revelam o uso crescente de IA por estudantes brasileiros, com 45% dos jovens entre 15-24 anos já experimentando ferramentas generativas, mas alertou para a necessidade de alfabetização digital para combater desinformação.
Representando a perspectiva global, Maria Rehder, Oficial de Projetos de Educação da UNESCO-Brasil, defendeu diretrizes internacionais para integrar IA na educação sem excluir populações vulneráveis. Seus insights sobre equidade digital alinharam-se perfeitamente ao contexto brasileiro, onde a conectividade rural ainda é desafio.
Um dos destaques foi Rafael Lunes, sócio fundador, VP Executivo e VP de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa do Skeelo, a maior plataforma de livros digitais do Brasil. Rafael compartilhou como o Skeelo usa IA para recomendações personalizadas, exportando tecnologia brasileira para mercados internacionais. “A edtech brasileira não só conecta alunos, mas transforma o acesso ao conhecimento”, afirmou ele, reforçando o potencial de soluções nacionais na era digital.
Completando o time estelar, Thamyris Gaida Alonso, Gerente de Relações Institucionais e ESG da Vero, abordou a infraestrutura de banda larga como base para a escola conectada. Sua expertise em ESG destacou práticas sustentáveis na expansão de redes, essenciais para levar edtechs a regiões remotas.
Como moderador, conduzi o debate para equilibrar visões técnicas, regulatórias e práticas, com foco em políticas públicas para IA na educação. O painel revelou consensos: capacitação docente é prioridade, IA deve ser aliada ética e conectividade universal é pré-requisito para inclusão.
Esse encontro no auditório da TELEBRAS reforça o papel das edtechs no futuro da educação brasileira. Com líderes como esses, estamos pavimentando o caminho para uma escola pós-conectada inclusiva e inovadora. Para quem busca tendências em educação digital, IA generativa educação e papel do professor digital, eventos como o Tele.Síntese são imperdíveis.








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